Santander divulga recomendação mensal de investimentos para março de 2026

Carteiras superam CDI e enfatizam diversificação em cenário de volatilidade macroeconômica

Carteiras superam CDI e enfatizam diversificação em cenário de volatilidade macroeconômica
Carteiras superam CDI e enfatizam diversificação em cenário de volatilidade macroeconômica
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Poder da Capital

O Santander Brasil apresentou sua Recomendação Mensal de Investimentos para março de 2026, mantendo as alocações estratégicas para diferentes perfis de risco após desempenhos positivos em fevereiro. As carteiras recomendadas, desenvolvidas com análises quantitativas e qualitativas, registraram retornos acima do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), com o perfil arrojado alcançando 227,7% do CDI no mês anterior. A instituição reforça a importância da diversificação entre classes de ativos para mitigar riscos e maximizar ganhos em um contexto de incertezas globais e locais.

No perfil conservador, a rentabilidade atingiu 118,5% do CDI em fevereiro, enquanto o agressivo marcou 235,9% no mesmo período, e nos últimos 12 meses as carteiras variaram de 109,4% a mais do CDI. Para março, o banco optou pela manutenção das posições, com foco em renda fixa DI, como CDBs do Santander, e reservas de emergência, longo prazo e projetos. Essa estratégia visa equilibrar proteção e potencial de upside em meio a um mercado positivo, mas volátil.

O contexto macroeconômico destaca um fevereiro marcado por fluxos estrangeiros positivos de R$ 16,1 bilhões na B3 e compras acumuladas de R$ 42,4 bilhões no ano, impulsionando o Ibovespa. No entanto, o IPCA-15 de 0,84% superou expectativas, reacendendo debates sobre o ritmo de cortes da Selic pelo Banco Central. Internacionalmente, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) sinalizou política restritiva, com projeções para Fed Funds mais hawkish  - termo que descreve uma postura rígida de bancos centrais para conter a inflação, focada no aumento das taxas de juros e redução de estímulos monetários.

Para renda fixa em 2026, o Santander vê atratividade nos níveis atuais de juros, recomendando travar taxas elevadas em títulos prefixados, apesar da precificação de cortes na Selic. Na renda variável, espera crescimento médio de 3% na receita líquida, 4% no EBITDA e 19% no lucro para empresas cobertas, com 35% dos balanços já reportando altas expressivas. Multimercados e alternativos complementam as carteiras para perfis moderados a agressivos.

Investidores são orientados a considerar perfis personalizados, com curadoria especializada para diversificação, em um ano de oportunidades em renda fixa e variável.