Varejo do Distrito Federal cresce 2,3% em março após queda em fevereiro, aponta Índice Stone
Desempenho brasiliense fica abaixo da média nacional, que avançou 4,7% no mês
O varejo do Distrito Federal (DF) registrou alta de 2,3% nas vendas em março, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a 39ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS). O resultado representa menos da metade da média nacional, que cresceu 4,7%, e marca uma reação depois de a unidade da federação ter apresentado o terceiro pior desempenho do país em fevereiro.
O levantamento, elaborado pela Stone — empresa de tecnologia e serviços financeiros —, monitora mensalmente o desempenho do setor varejista brasileiro. Em março, todas as unidades da federação apresentaram crescimento anual nas vendas, com destaque para Sergipe (12,6%), Pernambuco (9,3%), Pará (8,4%) e Rio de Janeiro (8,1%).
Entre os estados com resultados mais modestos aparecem Santa Catarina (1,1%), Alagoas (0,9%) e Mato Grosso do Sul (0,1%). O Centro-Oeste, região onde está o Distrito Federal, manteve ritmo de expansão mais moderado em relação ao Nordeste e ao Sudeste.
Cenário nacional
De acordo com o economista e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas, o avanço generalizado das vendas indica um momento mais positivo para o varejo brasileiro, mas ainda não suficiente para consolidar uma recuperação duradoura. “O fato de todas as unidades da federação apresentarem crescimento mostra um desempenho mais disseminado das vendas em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para o Nordeste e o Sudeste. Ainda assim, o ritmo de expansão varia entre as regiões, o que reforça que a melhora observada em março ainda precisa de continuidade para se consolidar”, avalia Freitas.
Sobre o Índice do Varejo Stone
O IVS monitora mensalmente a movimentação do comércio brasileiro, contemplando pequenos, médios e grandes varejistas. O objetivo é apresentar um retrato da atividade do setor e oferecer dados que possam orientar estratégias empresariais e decisões de investimento.
O estudo usa como base transações com cartão, voucher e Pix realizadas dentro do grupo StoneCo. A metodologia foi inspirada no modelo desenvolvido pelo Consumer Finance do Federal Reserve Board (FED), utilizado em indicadores de atividade econômica dos Estados Unidos.