Varejo brasileiro renova recorde histórico em março; Distrito Federal registra salto de 11,7%
Segmento de informática lidera as altas com avanço superior a 50% no DF
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro segue em trajetória de ascensão. Em março de 2026, o setor registrou um crescimento de 0,5% em comparação a fevereiro, na série livre de influências sazonais. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), estabelece um novo recorde para a série histórica iniciada no ano 2000.
Este é o terceiro avanço seguido, apontando um panorama de expansão, segundo o gerente da PMC, Cristiano Santos. “Numa perspectiva um pouco maior, a médio prazo, nos seis últimos meses houve apenas um resultado no campo negativo, em dezembro de 2025. E mesmo assim, o resultado foi muito próximo de zero (-0,3%). Então, pode-se dizer que desde outubro de 2025 o varejo vem crescendo na maior parte do tempo”, comentou.
No Distrito Federal, os números superaram a média nacional de forma expressiva. O volume de vendas na capital subiu 2,7% em março frente ao mês anterior. Quando comparado ao mesmo período de 2025, o salto é de 11,7%. O dinamismo da economia local também se reflete no acumulado do ano, que já registra alta de 7,7%, e no acumulado dos últimos 12 meses, com crescimento de 5,0%.
A receita nominal de vendas no DF acompanhou o ritmo de alta, com elevação de 2,9% no mês e um crescimento robusto de 13,4% em relação a março do ano passado. No conceito de varejo ampliado — que inclui, além do varejo restrito, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de alimentos e bebidas — o DF registrou alta de 0,8% na comparação mensal e 12,2% na anual.
A análise por atividades no DF revela um desempenho excepcional em setores específicos. O destaque absoluto ficou para o segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que disparou 56,6% em relação a março de 2025. Por outro lado, o único segmento que apresentou retração no Distrito Federal na comparação anual foi o de Combustíveis e lubrificantes, com uma leve queda de 0,2%.