Recorde na soja impulsiona safra nacional de grãos, que deve atingir 348,7 milhões de toneladas em 2026

Mesmo com dificuldades de financiamento, estimativa de abril do IBGE aponta crescimento de 0,7% em relação ao ano anterior

Projeções indicam mais uma safra histórica da soja. Foto: Jaelson Lucas/AEN-PR
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Poder da Capital

A produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar o volume recorde de 348,7 milhões de toneladas em 2026. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (14) pelo IBGE, o resultado representa um crescimento de 0,7% (ou 2,6 milhões de toneladas a mais) em comparação com o total colhido em 2025, que fechou em 346,1 milhões de toneladas.

Na comparação mensal, a estimativa de abril apresentou uma leve alta de 0,1% em relação a março, somando 334.277 toneladas a mais. O gerente de Agricultura da pesquisa, Carlos Alfredo Guedes, tratou sobre as principais culturas. “O milho tem produção estimada em 138,2 milhões de toneladas, com queda de 2,5% em relação ao recorde do ano passado, ainda que as condições da segunda safra sejam boas e o resultado final dependa da colheita, podendo surpreender", apontou.

O arroz, o milho e a soja continuam sendo os pilares da agricultura brasileira. Juntos, esses três produtos representam 92,7% de toda a produção estimada e ocupam 87,6% da área a ser colhida no país.

O grande destaque do ano é a soja, que prevê um novo recorde histórico:

  • Soja: aumento de 4,8% na produção (atingindo 174,1 milhões de toneladas) e de 1,2% na área colhida.

  • Sorgo: alta de 1,0% na produção e expansão de 8,5% na área.

Por outro lado, o levantamento projeta quedas significativas para outras culturas importantes:

  • Arroz em casca: recuo de -10,6% na produção e -10,4% na área.

  • Algodão herbáceo (em caroço): queda de -8,9% na produção e -4,3% na área.

  • Trigo: retração de -6,8% na produção.

  • Feijão: redução de -4,6% na produção e -3,8% na área.

  • Milho: queda de -2,5% no volume total, apesar do aumento de 3,4% na área plantada (impulsionado pelo salto de 11,9% no milho de 1ª safra e 1,3% no de 2ª safra).