Receita Federal cria “cashback” do Imposto de Renda e vai devolver até R$ 1.000 automaticamente

Novo lote especial vai beneficiar 4 milhões de cidadãos que tiveram imposto retido em 2024, mas não eram obrigados a declarar

Novo lote especial vai beneficiar 4 milhões de cidadãos que tiveram imposto retido em 2024. Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
Novo lote especial vai beneficiar 4 milhões de cidadãos que tiveram imposto retido em 2024. Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
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Victor Gomes

A Receita Federal anunciou o pagamento de um lote especial e inédito de restituição automática do Imposto de Renda para o dia 15 de julho de 2026. Batizada de "cashback", a iniciativa funciona como um projeto piloto para devolver o dinheiro de quem teve imposto retido na fonte ao longo de 2024, mas não atingiu os critérios que obrigavam a entrega da declaração.

Para garantir o benefício, o cidadão não precisará fazer nada: a própria Receita cruzará os dados oficiais e gerará uma declaração simplificada. Cerca de 4 milhões de brasileiros devem ser contemplados, injetando R$ 500 milhões na economia.

Calendário de Bolso

Fique atento às datas para não perder os prazos de consulta e pagamento:

  • 15 de junho: Início da geração gradual das declarações pela Receita.

  • 8 de julho: Abertura da consulta no sistema Meu Imposto de Renda (site ou app).

  • 15 de julho: Crédito do dinheiro na conta do contribuinte.

📌 Atenção às regras: O lote especial é exclusivo para quem não enviou a declaração regular e tem valores a receber de até R$ 1.000. Além disso, o pagamento será feito unicamente por Pix (chave CPF).

Diferença dos Lotes Regulares

Este lote extra não altera o cronograma de quem já declarou o Imposto de Renda 2026 por conta própria. As restituições regulares seguem o fluxo normal: o 2º lote será pago em 30 de junho (com consulta em 23 de junho), seguido pelos lotes de 31 de julho e 31 de agosto.

Alerta Vermelho contra Golpes

Por se tratar de uma novidade, a Receita Federal faz um alerta rigoroso: o processo é 100% gratuito e automático. O órgão não envia e-mails, SMS ou mensagens de WhatsApp para confirmar dados, e nunca exige o pagamento de taxas ou boletos para liberar o dinheiro. A única forma segura de checar a situação é pelos canais oficiais do governo.