Reajuste de planos coletivos em 2026 é o menor em 5 anos, mas mais que dobra a inflação
Média de 9,9% nos dois primeiros meses supera IPCA de 3,81% e reacende debates sobre negociações livres
Os planos de saúde coletivos registraram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, o menor em cinco anos, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Apesar do patamar mais baixo desde 2021 – quando a alta foi de 6,43% –, o aumento ainda representa mais que o dobro da inflação oficial, medida pelo IPCA em 3,81% em fevereiro.
"Os percentuais refletem os reajustes anuais informados pelas operadoras com base na variação de custos efetivamente praticada", destacou a ANS ao divulgar as informações.

Fonte: ANS
Esses planos, contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe, têm reajustes definidos por negociações livres entre as contratantes e as operadoras, diferentemente dos planos individuais ou familiares, que seguem regras reguladas pela ANS.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) critica aumentos acima da inflação, mas a ANS argumenta que comparações diretas entre os índices não são adequadas, devido às particularidades do setor.