Queda de 0,32% no IPCA reforça expectativa de corte de juros em setembro
Bônus de Itaipu e a queda de preço dos alimentos e dos transportes fizeram a inflação oficial de agosto fechar em -0,32%
O IBGE divulgou, nesta sexta-feira (11), o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com queda de 0,32%, em linha com as expectativas já noticiadas pelo Poder da Capital. Os principais destaques foram a deflação nos preços de energia elétrica, na alimentação no domicílio e em passagens aéreas. Esta é a menor taxa desde agosto de 2022, quando o índice alcançou -0,36%.
Quedas na conta de luz, alimentos e transporte influenciaram a queda. Energia elétrica, em particular, ocorre em função do bônus de Itaipu. Esse desconto nas contas de energia elétrica é temporário e, no próximo mês, seja possível verificar até a reversão desse resultado.
Na análise do economista do banco Daycoval, Julio Barros, a expectativa para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada na próxima semana. "Em linhas gerais, a despeito de o número ter vindo próximo ao esperado, a qualidade foi um pouco melhor, em especial atingindo o núcleo de inflação. Do ponto de vista do Banco Central, isso não deve alterar o quadro. A nossa expectativa se mantém com uma queda de 0,25% nessa próxima reunião em setembro", destacou.
A variação negativa de agosto fez o índice acumular 4,22% em 12 meses – menor valor desde março de 2026 (4,14%). Em julho, a soma estava em 4,44%. A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.
