PGBL ou VGBL: descubra qual modalidade de previdência privada se encaixa no seu perfil fiscal
Escolha correta entre os planos pode gerar uma economia expressiva de impostos e turbinar a rentabilidade do futuro aposentado
Esta publicação não é uma recomendação de investimentos
Os fundos de previdência privada se consolidaram como ferramentas extremamente populares e eficientes na estruturação de estratégias financeiras de longo prazo no Brasil, mas a tomada de decisão incorreta entre os tipos de planos disponíveis no mercado pode comprometer seriamente a rentabilidade final obtida pelo investidor. Existem duas modalidades jurídicas principais operantes no sistema nacional: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).
O plano do tipo PGBL é amplamente recomendado para os contribuintes que realizam a sua Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda utilizando o modelo completo e que obrigatoriamente já contribuem de alguma forma para o regime geral de previdência (INSS). O motivo dessa indicação é a permissão legal de deduzir as contribuições feitas ao PGBL da base de cálculo do IR em até o limite máximo de 12% da renda bruta anual tributável do indivíduo, gerando uma restituição robusta que pode ser imediatamente reinvestida para maximizar os juros compostos. Contudo, no momento futuro do resgate dos recursos, o imposto incidirá sobre o montante total acumulado (capital investido mais rentabilidade).
Por sua vez, a modalidade VGBL é a escolha ideal para as pessoas que optam pelo modelo de declaração simplificada do Imposto de Renda ou que atuam de forma autônoma e informal; embora não exista o benefício de dedução fiscal imediata nos aportes anuais, a cobrança do imposto no momento do resgate futuro incidirá única e exclusivamente sobre os rendimentos auferidos pelo fundo de previdência, poupando o capital principal investido pelo poupador ao longo dos anos.