Pesquisa mostra que mais de 70% dos consumidores vão priorizar preço no período de Páscoa

9 em cada 10 pretendem utilizar vale-alimentação para as compras

9 em cada 10 pretendem utilizar vale-alimentação para as compras. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
P
Poder da Capital

Com orçamento curto em 2026, o planejamento é que vem ditar o ritmo das compras neste período de Páscoa. Segundo nova pesquisa da Pluxee, empresa especializada em benefícios e engajamento para colaboradores, o aumento dos preços é o principal fator de influência para 73% dos trabalhadores ao comprar os itens para a data.

O estudo, realizado em fevereiro deste ano, com mais de 1.000 consumidores, mostra que a tradicional celebração está sendo adaptada ao orçamento. A ordem de influência na hora de ir às compras é clara: o preço vem antes da qualidade dos produtos e até mesmo das preferências da família.

De acordo com levantamento, a busca por economia se reflete nos gastos: o investimento médio na refeição de Páscoa (R$ 195) supera o destinado aos chocolates (R$ 113). A estratégia também influencia a escolha dos locais de compra. Em uma pergunta de múltipla escolha, os respondentes indicaram preferência por supermercados (76%), seguidos por feiras locais (25%) e, na sequência, atacarejos e lojas especializadas de chocolate (22% cada). 

A pesquisa reforça o papel decisivo dos benefícios no orçamento da data, com 88% dos consumidores utilizando algum tipo de auxílio — como vale-alimentação, vale-refeição ou vale-presente. "Cerca de 44% dos nossos usuários afirmam que gastariam menos sem o benefício e, para outros 12%, as compras típicas da data simplesmente não aconteceriam”, comenta o diretor de estabelecimentos da Pluxee, Antonio Alberto Aguiar.

A pesquisa ainda aponta que quando o saldo do benefício não é suficiente, o cartão de crédito é a principal alternativa para 42% dos usuários na hora de complementar as compras, seguido pelo cartão de débito (26%) e pelo Pix (19%). O valor dessa complementação também é significativo: quase metade dos entrevistados (46%) estima gastar mais de R$ 200 do próprio bolso.