Otimismo do empresário do comércio cresce pelo quinto mês seguido, segundo CNC

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio atinge 107 pontos em março

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio atinge 107 pontos em março. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Levantamento da Confederação Nacional do Comércio atinge 107 pontos em março. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Poder da Capital

O otimismo segue sendo a principal ferramenta do empreendedor brasileiro. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que avançou 2,2% em março de 2026, em relação ao mês anterior - impulsionado pela perspectiva de um melhor ambiente para negócios, segundo Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O Índice consolidou sua trajetória de recuperação ao atingir 107,0 pontos em março, um avanço de 2,2% na comparação direta com fevereiro. Este resultado marca a quinta elevação mensal consecutiva do indicador, após o ajuste sazonal, levando o otimismo do setor ao maior patamar registrado desde janeiro de 2025.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, avalia que a atuação integrada entre a iniciativa privada e o poder público é o caminho para fortalecer a percepção dos empresários. “O ano teve início com resultados positivos no turismo, mas avança para o segundo trimestre em meio a um cenário de instabilidade global que já impacta o mercado interno — seja pelo aumento dos preços dos combustíveis, seja pelas incertezas quanto à trajetória de queda da taxa Selic”, alerta Tadros, acrescentando que, apesar dos desafios, há um clima de cauteloso otimismo no setor.

Setores
No recorte por segmento, o ritmo de crescimento mensal foi liderado pelos comerciantes de bens semiduráveis (roupas, calçados e acessórios), com alta de 2,3% em relação ao mês anterior. O setor de bens duráveis (eletrônicos e veículos) seguiu de perto, com expansão de 2,1% na confiança em comparação a fevereiro, refletindo a alta da mesma categoria na Intenção de Consumo das Famílias (ICF). Já o segmento de bens não duráveis (supermercados e farmácias) teve um avanço mensal de 1,3%.