O poder do rebalanceamento de carteira: como vender na alta e comprar na baixa de forma mecânica
Revisar o portfólio periodicamente garante que o nível de risco escolhido pelo investidor seja mantido ao longo do tempo
Esta publicação não é uma recomendação de investimentos
Após passar pelas etapas de planejamento e montagem de uma carteira de investimentos ideal, o trabalho do investidor estratégico não se encerra de forma definitiva; pelo contrário, inicia-se a vital fase de monitoramento e manutenção patrimonial. Com o transcorrer natural dos meses e a ocorrência de oscilações no mercado econômico, determinados ativos inevitavelmente vão se valorizar mais do que outros, distorcendo de forma significativa as porcentagens e metas originais que haviam sido estabelecidas no planejamento inicial.
Se o mercado de ações passar por um forte ciclo de alta, por exemplo, a parcela de renda variável crescerá além da meta, tornando a carteira global consideravelmente mais arriscada e volátil do que a tolerância psicológica do investidor suportaria em um momento de estresse. Para mitigar esse problema de forma racional, aplica-se a consagrada estratégia do rebalanceamento periódico de portfólio.
O processo consiste em analisar a carteira uma ou duas vezes ao ano e reajustar rigorosamente os pesos das classes. Esse ajuste pode ser operacionalizado de duas maneiras: direcionando a totalidade dos novos aportes mensais exclusivamente para as classes de ativos que ficaram abaixo da meta estipulada ou, caso as distorções sejam muito acentuadas, realizando a venda parcial dos ativos que se valorizaram excessivamente para comprar aqueles que ficaram defasados.
De forma totalmente lógica, fria e matemática, o processo de rebalanceamento força o investidor a executar de maneira automatizada a regra de ouro das finanças mundiais: vender os ativos quando eles estão caros e comprar quando estão baratos, sem se deixar contaminar pelas emoções coletivas de euforia ou pânico do mercado.