Mirtilo e açaí ganham espaço na produção rural do Distrito Federal
Secretaria de agricultura espera que safra renda mais de R$ 30 mi aos produtores
Com áreas pequenas de até cinco hectares, o Distrito Federal (DF) encontra na fruticultura uma alternativa para produzir riqueza no campo. Depois de longos investimentos em morango e goiaba, chegou a vez do mirtilo e do açaí ganharem espaço no DF. Desde 2022, a região conta com a rota das frutas, projeto que une inovação, agricultura familiar e novos negócios.
"A fruticultura é um dos caminhos viáveis para o DF, já que a gente tem a maioria das propriedades com pequenas áreas até 5 hectares. O mundo está querendo fruta cada vez mais e fruta de qualidade. E o Distrito Federal tem todo o potencial de fazer isso", comenta o secretário de agricultura, Rafael Bueno.
O mirtilo é uma fruta típica de climas frios, como Estados Unidos e Canadá. País da América Latina, o Peru é o principal exportador do mundo, e foi lá que o produtor rural e engenheiro agrônomo, Ramon Alves, buscou conhecimento para aplicar na propriedade que fica na região administrativa de Ceilândia.
"A gente hoje trabalha com duas variedades, que é a Biloxi e a Emerald. Aqui que temos mais desenvolvida no momento é a variedade Emerald, é uma variedade de calibre mais grosso, mais robusta. E essa variedade tem desenvolvido muito bem aqui no DF", destaca Alves.
Produção de açaí
Outra fruta que vem se adaptando ao clima do Distrito Federal é o açaí. O produtor rural Abraão de Sá fez uma parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) para o recebimento de mudas. São quase 400 pés plantados na propriedade dele. "Eu fui um dos que tive curiosidade de investir nesse plantio. Os extensionistas da Emater vieram aqui, olharam o terreno e começamos a investir na cultura", declara.
Rota das frutas
Reunindo o DF e 33 municípios de Goiás e Minas Gerais, a Rota da Fruticultura RIDE–DF é apresentada como o eixo organizador de toda a cadeia produtiva da fruta, reunindo: produtores rurais, grupos comerciais, associações, setor público, governos estaduais, além de distribuidores, setores de logística e armazenamento.