Itaú BBA recomenda ampliar exposição ao setor de petróleo
Banco aponta que conflito no Oriente mantém volatilidade e favorece desempenho de empresas ligadas à energia
O Itaú BBA avalia que o momento global continua favorável para ampliar a diversificação das carteiras com ações do setor de petróleo e derivados. Segundo relatório, a exposição a ativos ligados à energia ajuda a reduzir a volatilidade, mesmo que o conflito no Oriente Médio seja resolvido antes do previsto.
De acordo com o banco, a guerra elevou os preços do petróleo e impulsionou o desempenho do Ibovespa, principalmente por causa das petroleiras. Segundo o BBA, incluir esses papéis é uma forma eficiente de balancear o portfólio, já que a descorrelação entre os ativos tende a compensar possíveis oscilações.
Entre as recomendações, o Itaú BBA adicionou às carteiras Top 5, Dividendos e Small Caps (podem trazer altos retornos) empresas produtoras de petróleo e derivados. O relatório destaca também a São Martinho, produtora de etanol, que deve se beneficiar da alta nos combustíveis fósseis por atuar como alternativa no mercado de energia.
Para os próximos meses, o banco projeta que o Ibovespa siga reagindo às notícias sobre o conflito e às variações na oferta global de commodities energéticas. O cenário, porém, mantém riscos relevantes, como crescimento menor da economia mundial e inflação mais alta. No Brasil, o período eleitoral e as discussões sobre política fiscal devem trazer momentos de instabilidade.
Mesmo com a maior cautela dos investidores globais, o país segue atraindo fluxo estrangeiro para a Bolsa. O movimento é sustentado pela posição do Brasil como exportador líquido de petróleo e pelos múltiplos de negociação considerados atrativos. “O Brasil é uma das geografias menos prejudicadas pelo atual cenário, e ainda vemos espaço para entrada de recursos”, afirma o analista de estratégia do Itaú BBA Mathias Venosa.
Os dados do primeiro trimestre de 2026 reforçam a importância de selecionar ativos com atenção. O Itaú BBA recomenda equilíbrio entre ações de empresas de commodities e companhias pagadoras de dividendos, acompanhando a evolução dos preços nos setores de consumo interno.