IPCA-15 acelera em abril e alimentação lidera pressão inflacionária no país

Em Brasília, índice é menor, mas alimentos e serviços seguem pressionando o custo de vida

Em Brasília, índice é menor, mas alimentos e serviços seguem pressionando o custo de vida. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Poder da Capital

A prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,89% em abril de 2026, indicando aceleração nos preços ao consumidor, com forte influência do grupo de alimentação e bebidas.

Entre os itens que mais pressionaram a inflação nacional, destacam-se produtos básicos do dia a dia. O tomate disparou 17,32%, seguido pelo leite longa vida, com alta de 6,35%, e pelas refeições fora de casa, que subiram 0,63%. Por outro lado, alguns alimentos ajudaram a conter o avanço dos preços, como frango em pedaços (-3,68%), queijo (-1,72%) e café moído (-1,72%).

O grupo de transportes também contribuiu para o resultado, com alta de 0,39%. A gasolina subiu 1,38%, enquanto o ônibus urbano registrou expressiva alta de 9,11%. Em contrapartida, houve queda significativa nas passagens aéreas (-10,88%), além de recuos no transporte por aplicativo (-1,51%) e no seguro de veículos (-0,85%).

Já o setor de saúde e cuidados pessoais apresentou aumento de 0,52%, impulsionado principalmente pelos serviços médicos. Consultas médicas subiram 3,50%, serviços odontológicos 2,08% e planos de saúde 0,50%.

Em sentido oposto, o grupo de vestuário foi o principal responsável por conter a inflação, com queda de 0,61%. Itens como blusas (-2,91%), camisetas infantis (-3,44%) e camisetas masculinas (-0,89%) registraram redução de preços.

Brasília

Na capital federal, a inflação apresentou comportamento mais moderado. O IPCA-15 de abril ficou em 0,41%, abaixo da média nacional. No acumulado do ano, o índice chega a 1,92%, enquanto em 12 meses soma 4,14%.

Apesar da desaceleração em relação ao cenário nacional, Brasília também sente os impactos da alta nos alimentos e nos serviços, especialmente nas despesas básicas das famílias.

O resultado reforça o peso dos alimentos e dos serviços essenciais na inflação recente, sinalizando desafios contínuos para o controle do custo de vida, tanto no país quanto no Distrito Federal.