Inflação de maio é a maior para o mês em cinco anos, puxada por alimentos e habitação

IPCA sobe 0,58% em maio e acumula alta de 3,20% nos primeiros cinco meses de 2026

IPCA sobe 0,58% em maio e acumula alta de 3,20% nos primeiros cinco meses de 2026. Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
IPCA sobe 0,58% em maio e acumula alta de 3,20% nos primeiros cinco meses de 2026. Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
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Poder da Capital

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Trata-se do maior resultado para o mês desde 2021, quando o índice marcou 0,83%. Com o desempenho, o IPCA acumula aumento de 3,20% nos primeiros cinco meses de 2026 e chega a 4,72% nos últimos 12 meses, superando o teto da meta de inflação.

Os grupos de alimentos e habitação foram os principais responsáveis pela pressão sobre o índice e seguiram pesando no orçamento das famílias brasileiras. A inflação anual de 4,72% ficou acima dos 4,39% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio do ano passado, a variação havia sido de 0,26%.

Para o economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, o resultado de maio veio um pouco acima da projeção da instituição — 0,58% ante expectativa de 0,52% —, mas com uma composição menos adversa do que o previsto. Serrano destacou que os serviços subjacentes subiram 0,40%, abaixo da expectativa de 0,47%, e que a média das cinco medidas de núcleo de inflação avançou 0,44%, contra projeção de 0,48%.

"De qualquer forma, o cenário de inflação segue desafiador, o que deve levar o BC a ser mais conservador na condução de política monetária. Na semana que vem, acreditamos que o Copom decidirá por um novo corte de 0,25p.p., mas a comunicação será mais dura, reduzindo as chances de novos cortes no curto prazo”, comentou Serrano. 

Além de Brasília, a coleta de preços é realizada em regiões metropolitanas como Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.