Governo garante isenção de impostos na importação de insumos para pesquisa pública

Regra traz segurança jurídica para compras feitas por fundações de apoio e assegura que todo o orçamento seja aplicado em laboratórios e tecnologia

Importações para pesquisa pública terão imunidade tributária. Foto: Sayonara Moreno/Agência Brasil
Importações para pesquisa pública terão imunidade tributária. Foto: Sayonara Moreno/Agência Brasil
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Victor Gomes

O Ministério da Fazenda anunciou, nesta quarta-feira (21), medidas que garantem a imunidade de impostos na importação de materiais voltados a projetos de universidades públicas, institutos federais e centros estatais de ciência e tecnologia. Com a decisão, equipamentos, programas de computador e insumos comprados no exterior por fundações de apoio em nome dessas entidades deixam de correr o risco de cobrança indevida de tributos.

A iniciativa aplica a chamada imunidade tributária recíproca, prevista na Constituição Federal, acabando com incertezas jurídicas que antes travavam compras e encareciam projetos científicos. O ministério esclareceu que a atuação das fundações de apoio na gestão do dinheiro e nos trâmites alfandegários é apenas um recurso operacional. Por isso, a natureza pública dos recursos permanece inalterada.

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Regras 
Com o objetivo de evitar simulações e fraudes, a garantia da imunidade tributária está condicionada a regras restritas: 

- Titularidade Real - Declaração de Importação e transação internacional feita obrigatoriamente em nome da instituição pública; 

- Segregação Financeira - Movimentação dos recursos do projeto em conta corrente bancária exclusiva;   

- Vedação Patrimonial - Proíbe incorporar o saldo, rendimento ou bem ao patrimônio da fundação e devolução de sobras.   

- Incorporação Imediata - Doação e tombamento imediato de todos os bens e insumos no patrimônio da universidade; 

- Transparência e Controle - Prestação de contas detalhada à universidade e submissão à fiscalização dos órgãos de controle e da Receita Federal.  

Com a segurança nas regras de importação, a pasta estima que 100% dos recursos voltados à pesquisa científica agora cheguem de fato aos laboratórios, evitando que verbas essenciais para a inovação do país se percam no pagamento de tributos.