Governo federal pretende arrecadar R$ 41,9 bi com "imposto do pecado"
Novo tributo foi criado pela Reforma Tributária e vai pesar para produtos nocivos à saúde e meio ambiente
O governo federal incluiu a previsão de arrecadar R$ 41,9 bilhões com o Imposto Seletivo (IS), apelidado como "imposto do pecado", no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A medida foi enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a previsão inicial é preservar, durante o período de transição, uma carga tributária semelhante à atualmente aplicada aos produtos. Em uma etapa posterior, as alíquotas poderão ser elevadas pelo chamado efeito regulatório, com o objetivo de desestimular o consumo de produtos considerados nocivos.
A lista prevista para o Imposto Seletivo inclui:
• Cigarros e outros produtos de tabaco;
• Bebidas alcoólicas;
• Refrigerantes e outras bebidas açucaradas;
• Veículos, conforme características e nível de emissão de poluentes;
• Extração de bens minerais;
• Loterias e apostas;
• Bets e fantasy sports.
A cobrança começa em 2027, mas a regulamentação do imposto ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. O poder executivo ainda não enviou a proposta específica que definirá as regras de funcionamento do tributo.
Produtores dos segmentos atingidos pelo Imposto alegam que cigarros, bebidas alcoólicas e outros produtos têm elevada carga tributária no Brasil. Os empresários avaliam que aumentos adicionais podem reduzir margens de lucro e provocar repasses aos preços. Também apontam riscos de demissões e crescimento do mercado ilegal caso a tributação seja considerada excessiva.
