Globalização patrimonial: as vantagens de investir no exterior sem sair do Brasil
Dolarizar parte dos investimentos protege o poder de compra contra crises locais e abre portas para as maiores empresas do mundo
Esta publicação não é uma recomendação de investimentos
Limitar a alocação de investimentos e a poupança de uma vida inteira exclusivamente ao mercado financeiro brasileiro significa expor 100% do seu patrimônio pessoal aos riscos políticos, fiscais, inflacionários e econômicos típicos de uma economia emergente e periférica. Felizmente, nos dias de hoje, a chamada globalização ou diversificação patrimonial internacional deixou de ser uma exclusividade restrita às grandes fortunas institucionais e famílias ultrarricas para se tornar uma alternativa perfeitamente acessível a qualquer investidor de varejo no país.
Por meio de instrumentos locais como os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) negociados diretamente na B3 ou através da abertura rápida e desburocratizada de contas em corretoras internacionais com atendimento em português, é possível direcionar recursos para a maior e mais líquida economia do planeta de forma legal e segura. Investir no exterior oferece duas grandes vantagens defensivas: a primeira é a proteção cambial intrínseca por meio de uma moeda forte e de reserva global, como o dólar americano; a segunda é o acesso direto a setores industriais completos que praticamente inexistem na Bolsa brasileira, tais como tecnologia de ponta, inteligência artificial, biotecnologia e inovação aeroespacial.
Ao incluir gigantes globais que faturam em múltiplas moedas no seu portfólio, o investidor reduz drasticamente a dependência dos ciclos macroeconômicos domésticos e melhora consideravelmente a relação de risco e retorno de longo prazo de sua carteira. Grandes analistas recomendam que uma carteira equilibrada de longo prazo mantenha entre 10% e 30% de exposição global estruturada, a depender do perfil específico de tolerância ao risco e dos objetivos individuais de cada indivíduo para o futuro.