Crédito para o agro cresce 5 vezes e alcança R$ 1,4 bilhão em 2026
Empresas e produtores passam a buscar estruturas mais planejadas para financiar expansão, obras e capital produtivo
Em um cenário no qual o crédito bancário segue mais caro e seletivo, e no qual famílias, empresas, produtores rurais e incorporadoras precisam buscar alternativas para financiar projetos sem comprometer a liquidez, o consórcio passou uma modalidade possível. O Sistema de Consórcios movimentou R$ 500,27 bilhões em créditos comercializados em 2025, alta de 32,1% sobre 2024, com 5,16 milhões de cotas vendidas, avanço de 15% no ano. O ritmo continuou em 2026: entre janeiro e abril, foram 1,87 milhão de adesões, crescimento de 16,1%, e R$ 179,41 bilhões em créditos cedidos, alta de 27,1%. A base de participantes ativos chegou a 12,94 milhões em abril, novo recorde do setor.
É nesse ambiente que a Friggi & Secco, corretora de crédito, passou a ganhar relevância como um recorte do avanço do crédito estruturado via consórcio. A empresa afirma já ter cedido e viabilizado mais de R$ 14 bilhões em crédito no Brasil ao longo de sua trajetória.
“O crescimento mostra que o cliente não está buscando crédito apenas para cobrir uma necessidade imediata. Ele quer entender como acessar capital sem travar o caixa, sem assumir uma estrutura incompatível com o prazo do projeto e sem depender exclusivamente do modelo bancário tradicional”, afirma Alberto Friggi, CEO da corretora Friggi&Secco.
No agro, a vertical rural da Friggi & Secco saltou de R$ 289,5 milhões em 2025 para R$ 1,448 bilhão apenas entre janeiro e maio de 2026. Na construção, a companhia atua em operações nas quais o recurso é organizado conforme a evolução da obra, reduzindo o risco de o cliente iniciar um projeto e ficar sem caixa no meio do caminho. “O problema de muitas operações não é a falta de crédito, mas a falta de desenho financeiro. Uma fazenda, uma obra ou uma expansão empresarial têm ciclos diferentes de retorno. Se o dinheiro entra no prazo errado, com custo errado ou sem acompanhamento, o crédito pode virar pressão, e não solução”, diz Friggi.
Para o mercado, o avanço desse tipo de estrutura revela uma mudança importante: o consórcio começa a ser usado não apenas como instrumento de compra futura, mas como ferramenta de planejamento financeiro para projetos maiores, especialmente quando há garantia real, necessidade de prazo e cuidado com liquidez.
