Correios modificam plano de saúde em reestruturação da estatal

Nova fase aposta em atenção primária e oferece planos mais baratos

Mensalidades partem de R$ 118, no modelo pré-pago, com coparticipação de 15% nos demais procedimentos. Foto: oédson Alves/Agência Brasil
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Victor Gomes

Pertencente ao plano de reestruturação dos Correios, que busca modernizar e fortalecer a sustentabilidade financeira, a empresa promoveu mudanças no Postal Saúde, plano para funcionários e familiares. Os Correios enfrentam uma crise financeira. O diagnóstico nas contas da empresa identificou déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025. Ainda não há um número fechado em relação ao saldo do ano.

A nova medida expande os planos regionalizados da Postal Saúde para 20 Estados e o Distrito Federal (DF). Antes restritos a um projeto piloto no DF, os planos Master e Ambulatorial agora passam a ser ofertados em 83 municípios, com previsão de alcançar todo o país até o fim do primeiro semestre de 2026. Estados como Acre, Amapá, Espírito Santo, Rondônia, Roraima e Tocantins já estão em fase final de implementação da rede credenciada.

Para o diretor-presidente da Postal Saúde, Eli Melo Jr., a iniciativa representa um avanço no cuidado com os profissionais da empresa. “Estamos ampliando o acesso à saúde com um modelo mais próximo, eficiente e humano, com foco na prevenção e no acompanhamento contínuo”, afirma.

A proposta aposta na regionalização da cobertura, concentrando a rede em áreas específicas para otimizar recursos e tornar os planos mais acessíveis. As mensalidades partem de R$ 118, no modelo pré-pago, com coparticipação de 15% nos demais procedimentos.

PDV
Outra medida anunciada pela estatal foi o Plano de Demissão Voluntária (PDV), que tinha como objetivo o desligamento de 10 mil funcionários, mas contou com a adesão de cerca 3 mil apenas. Com esse balanço, os Correios projetam uma economia de cerca de R$ 1,4 bilhão em 2027.

Em dezembro do ano passado, a empresa pública conseguiu um empréstimo de R$ 12 bilhões para financiar a reestruturação. À época, a instituição projetou redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028.