Conta de luz continua mais cara em junho com manutenção da bandeira amarela

ANEEL confirma taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh devido ao período de seca e maior acionamento de termelétricas no País

Conta de luz continua mais cara em junho com manutenção da bandeira amarela. Foto: ANEEL
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Victor Gomes

O mês de junho começa nesta segunda-feira (1º) com a bandeira tarifária permanecendo a amarela. Com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), os consumidores de energia elétrica de todo o País continuarão pagando um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O cenário reflete a consolidação do período seco no Brasil, que reduz o volume dos reservatórios das usinas hidrelétricas e obriga o acionamento de usinas termelétricas — cujo custo de geração de energia é mais elevado. O primeiro quadrimestre do ano foi marcado por condições favoráveis de geração de energia. De janeiro a abril, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) manteve a bandeira verde, que não aplica nenhuma taxa extra na conta de luz.

Contudo, a mudança na hidrologia forçou o recuo para a bandeira amarela em maio, situação que agora se estende pelo segundo mês consecutivo.

Criado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um sinalizador mensal para o consumidor sobre o custo real da geração de energia no País. A transparência permite que o cidadão adapte o consumo antes da chegada do boleto.

Consumo consciente
Diante da manutenção da taxa extra, a agência reguladora reforçou o alerta para que os consumidores evitem o desperdício. O cultivo de bons hábitos de consumo — como reduzir o tempo no chuveiro elétrico e evitar o uso de eletrodomésticos potentes nos horários de pico — é apontado pela ANEEL como fundamental para aliviar o bolso e garantir a sustentabilidade do setor elétrico nacional.