Brasil discute implementação de pequenos reatores
Objetivo é que tecnologia 100% nacional esteja pronta em 2030
O projeto de um microrreator de 5 Megawatts (MW), desenvolvido em uma parceria público-privada com a empresa Diamante Energia, foi tema de discussão em uma audiência pública, realizada nesta semana na Câmara dos Deputados. A tecnologia 100% nacional e utiliza tubos de calor (heat pipes) com sódio, eliminando a necessidade de água para resfriamento.
A expectativa é que o protótipo esteja pronto em 2030, com a primeira unidade comercial operando em 2033 e foi apresentada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O equipamento, do tamanho de um contêiner, é do tipo "plug and play": instalado no local, pode operar por dez anos sem manutenção constante.
O Brasil possui tecnologia e recursos para liderar o mercado de Pequenos Reatores Modulares (SMRs, na sigla em inglês), mas precisa de um marco legal urgente para atrair investimentos e garantir segurança jurídica.
“O Brasil reúne condições privilegiadas: domina o ciclo completo do urânio e possui reservas estratégicas. Falta decisão política e governança. O que está em discussão é uma escolha de país”, afirmou o deputado General Pazuello (PL-RJ), que ainda destacou que a tecnologia seria uma boa solução para o sistema elétrico brasileiro, evitando cortes de geração e atendendo regiões isoladas, como a Amazônia.
Duas propostas que tratam do assunto estão em discussão. Uma a respeito dos incentivos fiscais, com o Renuclear, e outra sobre a seleção de locais para usinas nucleares no país.