Brasília registra maior IPCA‑15 do país em junho: 0,93%
Prévia da inflação sobe 0,93% na capital federal e fica 0,52 ponto percentual acima da média nacional; transportes puxa alta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA‑15) registrou alta de 0,93% em Brasília em junho de 2026, a maior taxa entre as 11 Regiões Metropolitanas e Municípios pesquisados pelo IBGE e 0,52 ponto percentual acima do resultado nacional, de 0,41%. No acumulado do ano, o IPCA‑15 de Brasília soma alta de 3,20% e, em 12 meses, 4,51%. Os dados foram divulgados nesta quinta‑feira (25/06) pelo IBGE.
O grupo transportes foi o principal responsável pela elevação, contribuindo com 0,62 ponto percentual para o índice e registrando alta de 2,74%. Entre os itens que mais influenciaram o resultado no setor estão gasolina (3,62%), passagem aérea (11,05%), automóvel novo (1,65%), ônibus urbano (7,05%) e conserto de automóvel (1,93%). No caso do transporte público, a variação do ônibus urbano foi afetada por mudanças relacionadas à gratuidade tarifária aos domingos e feriados. Entre as quedas no setor destacaram‑se seguro voluntário de veículo (-3,81%), óleo diesel (-2,25%) e etanol (-8,05%).
Saúde e cuidados pessoais avançou 0,45% em junho, influenciado por subitens como plano de saúde (0,36%), dentista (2,37%), hospitalização e cirurgia (1,56%) e medicamentos para hipertensão e colesterol (2,25%).
Em habitação, a taxa ficou em 0,48%, com impacto da taxa de água e esgoto (1,99%), refletindo reajuste de 3,97% em Brasília vigente desde 1º de junho, e da alta de 1,08% na energia elétrica residencial. A vigência da bandeira tarifária amarela — com cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos — também contribuiu para o aumento.
Educação foi o único dos nove grupos pesquisados a registrar queda (-0,14%), participando com -0,01 ponto percentual no cálculo do IPCA‑15, puxada principalmente pela queda de 2,67% em atividades físicas.
Na avaliação do Itaú, o destaque da divulgação foi um componente qualitativo mais benigno do que o esperado, embora a surpresa baixista tenha se concentrado em poucos itens. Em serviços, a maior surpresa para baixo veio de seguro de automóvel; nos bens industriais, de higiene pessoal. Para 2026, o banco mantém projeção de inflação de 5,4%, mas observa que a resolução de conflitos e a estabilização dos preços do petróleo em patamares mais baixos deslocam o balanço de riscos para um viés levemente baixista.