Bitcoin cai, mas número de investidores no ativo cresce 50% no primeiro trimestre, aponta Mercado Bitcoin

Plataforma ressalta que diversificação em ativos digitais também ganhou força

Número de investidores em Bitcoin cresce 50% no primeiro trimestre, aponta MB. Foto: Freepik
Número de investidores em Bitcoin cresce 50% no primeiro trimestre, aponta MB. Foto: Freepik
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Poder da Capital

Apesar de um cenário recente de volatilidade, o mercado de criptomoedas segue atraindo novos investidores no Brasil. Após atingir o patamar de US$ 126 mil no fim de 2025, o Bitcoin acumulou uma queda superior a 25%, movimento que se estendeu ao longo de 2026. Ainda assim, a retração não afastou o interesse do público — ao contrário, tem sido interpretada como uma oportunidade de entrada com foco no longo prazo.

Dados do MB | Mercado Bitcoin, maior plataforma de ativos digitais da América Latina, indicam que o número de investidores em Bitcoin cresceu 50% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o último trimestre de 2025.

Segundo a empresa, o avanço está associado não apenas ao recuo nos preços, mas também a fatores sazonais. O início do ano costuma concentrar reorganizações financeiras pessoais, o que favorece a entrada de novos participantes no mercado. A recente regulamentação do setor também é apontada como elemento que reforça a segurança jurídica e amplia a confiança dos investidores.

O interesse, no entanto, não se limita ao Bitcoin. Ainda de acordo com o levantamento, o número de investidores com aplicações em mais de uma classe de criptoativos cresceu quase 20% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. A tendência indica maior diversificação de portfólio dentro do universo digital.

“Nos últimos 10 anos, uma carteira com 5% de Bitcoin apresentou retorno 33% superior em comparação a uma carteira sem o ativo”, afirma Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do MB | Mercado Bitcoin. “Essa performance reforça o potencial do Bitcoin e, ao mesmo tempo, amplia a confiança para diversificação, com investidores buscando outras criptomoedas, como Solana e Ether, além de stablecoins lastreadas em dólar”, acrescenta.

Entre os ativos que vêm ganhando destaque estão as stablecoins vinculadas ao dólar. O chamado “dólar digital” registrou crescimento de 10% no volume de negociação no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Em uma análise de mais longo prazo, o avanço é ainda mais expressivo: o número de investidores nesse tipo de ativo mais que triplicou no período.