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Banco Central projeta Pix internacional e pagamentos offline em meio a tensões com os EUA

Relatório do BC prevê expansão global do sistema e substituição do débito automático, enquanto governo brasileiro rebate acusações da Casa Branca

Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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Victor Gomes

O Banco Central do Brasil estuda interligar o Pix a sistemas de pagamentos de outros países e a mecanismos multilaterais globais de pagamentos instantâneos. A autoridade monetária argumenta que a medida tem o potencial de diminuir tarifas para os usuários e ampliar o acesso a transações financeiras internacionais.

“Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, destaca o BC.

A novidade integra a agenda de novos produtos e funcionalidades divulgada na última segunda-feira, dia 10, no Relatório de Gestão do Pix 2023 a 2025. No documento, a autoridade monetária informou também que monitora com atenção os modelos de transações internacionais com o uso do Pix que vêm sendo implementados por empresas nacionais e estrangeiras.

Entre as inovações previstas pelo órgão para os próximos anos estão a possibilidade de realizar pagamentos por aproximação em modo offline, ou seja, sem a necessidade de conexão com a internet, e o lançamento do Pix Automático para substituir o tradicional débito em conta.

O avanço da plataforma ocorre em meio a um cenário de divergências diplomáticas. O Pix entrou na mira do governo dos Estados Unidos, sendo apontado como uma das justificativas para a recente aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. A Casa Branca alega que o mecanismo representa uma prática desleal do Brasil no mercado financeiro, argumento que é veementemente refutado pelo governo brasileiro.