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Atividade econômica recua 0,5% em julho puxada pelo consumo de bens, aponta Itaú

Indicador de serviços mostra resiliência com leve alta de 0,2%, enquanto compras no varejo e comércio presencial aprofundam trajetória de queda no mês

Atividade econômica recua 0,5% em julho puxada pelo consumo de bens. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Atividade econômica recua 0,5% em julho puxada pelo consumo de bens. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A atividade econômica registrou retração de 0,5% em julho na comparação mensal com ajuste sazonal, de acordo com o relatório do Índice Diário de Atividade (IDAT), elaborado pelas economistas Natalia Cotarelli e Marina Garrido, do Itaú. O resultado reflete um desempenho divergente entre os dois grandes blocos que compõem o índice: enquanto o setor de serviços apresentou leve recuperação de 0,2%, o segmento de bens sofreu uma retração de 1,2%.

No segmento de bens, o recuo foi generalizado. Os itens classificados como sensíveis ao crédito caíram 1,7% no mês, com destaque negativo para as áreas de escritório, informática e comunicação (-4,2%) e móveis e eletrodomésticos (-2,2%). Já os bens sensíveis à renda tiveram baixa de 1,4%, pressionados por perdas acentuadas nas vendas de livros, revistas e papelaria (-6,7%) e de tecidos, vestuário e calçados (-6,2%). O único ramo com variação positiva entre os bens essenciais foi o de farmacêuticos e cosméticos, que avançou 0,2%.

Em contrapartida, o setor de serviços prestados às famílias conseguiu sustentar um resultado positivo na margem. Entre os principais vetores de alta figuram as atividades de recreação (+1,5%), o setor de hospedagem e alojamento (+0,6%) e o ramo de alimentação (+0,3%). Em sentido oposto, serviços pessoais (-2,2%) e serviços de beleza (-0,5%) mantiveram trajetórias negativas.

O relatório também evidencia uma divisão expressiva entre os canais de compra. Nas transações presenciais, 14 das 15 categorias analisadas apresentaram variação negativa na comparação anual. Já no comércio eletrônico (online), 14 das 15 aberturas registraram crescimento em termos reais no mesmo período, com destaque para a demanda em outros serviços pessoais (+21,0%), veículos, motos e partes (+17,1%) e vestuário (+15,3%).

No recorte regional, que monitora apenas pagamentos presenciais, o ritmo de atividade diminuiu em todas as cinco regiões do país. A retração foi liderada pelo Sul (-2,7%) e pelo Sudeste (-2,5%), acompanhadas por Centro-Oeste (-0,7%), Nordeste (-0,7%) e Norte (-0,3%). Entre as categorias setoriais não dessazonalizadas, os destaques de crescimento anual ficaram por conta de academias (+16,3%), joalherias (+12,0%), cosméticos (+9,3%) e petshops (+3,5%).