Arrecadação federal cresce 7,12% e atinge recorde no acumulado até agosto de 2026
Alta no ano é impulsionada pelo avanço do emprego, ganhos de empresas e tributação extraordinária sobre óleo bruto
A arrecadação do governo federal atingiu R$ 2,112 trilhões entre janeiro e agosto de 2026, de acordo com o relatório mensal apresentado pela Receita Federal. Descontada a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o montante representa um avanço real de 7,12% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. Do total acumulado, as receitas sob gestão direta do Fisco somaram R$ 2,019 trilhões a preços correntes, enquanto os demais órgãos responderam por R$ 93 bilhões.
Apenas no mês de agosto, os cofres públicos recolheram R$ 235,56 bilhões, valor que supera o resultado do mesmo mês do ano anterior em 8,25% em termos reais. As receitas administradas pela Receita Federal atingiram R$ 227,86 bilhões no período. Ao isolar eventos atípicos e mudanças recentes na legislação, a arrecadação gerida pelo órgão registrou crescimento real de 7,31% no mês.
Entre os fatores determinantes para o desempenho positivo, a equipe econômica destaca a expansão da massa salarial e a recomposição das alíquotas sobre a folha de pagamento, que impulsionaram a receita da Previdência Social. Em agosto, a Previdência alcançou R$ 63,03 bilhões, com alta real de 4,30%. Os tributos sobre o consumo, representados pelo PIS e pela Cofins, totalizaram R$ 50,36 bilhões no mês, amparados no ritmo de vendas de serviços e na cadeia do petróleo.
O recolhimento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 34,10 bilhões em agosto, avanço real de 13,09%, puxado pelo regime de estimativa mensal de empresas não financeiras. No acumulado dos oito primeiros meses, o IRPJ e a CSLL alcançaram R$ 411,04 bilhões, beneficiados tanto por ganhos do lucro presumido e ajustes anuais quanto por R$ 11 bilhões em receitas extraordinárias.
Outro vetor de tração foi o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, que somou R$ 12,72 bilhões em agosto, impulsionado pela rentabilidade de títulos de renda fixa e fundos de investimento.
A tributação externa também exerceu papel expressivo. O Imposto de Exportação incidente sobre combustíveis e óleo bruto adicionou R$ 1,94 bilhão ao resultado de agosto, totalizando R$ 9,92 bilhões acumulados de janeiro a agosto. A atividade de extração de petróleo e gás natural despontou como a principal divisão econômica em volume de arrecadação no período, consolidando o quadro de receitas federais ao longo de 2026.

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