Alta do querosene deve impactar passagens aéreas
Com reação do setor, Petrobrás anunciou que irá parcelar o aumento
Mesmo com parcelamento do reajuste do querosene de aviação (QAV), anunciado pela Petrobrás nesta quarta-feira (1º), as empresas do setor aéreo falam "consequências severas" sobre a aviação comercial. O reajuste de quase 55% anunciado pela estatal provocou reação da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), entidade que representa as principais companhias.
Segundo a Abear, com o repasse, os gastos com combustível passam a representar 45% dos custos operacionais das companhias. “A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Associação.
Pela medida anunciada pela Petrobrás, as distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar 18% de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho.
De acordo com as empresas aéreas, até o momento, a fatia representava cerca de 30% dos gastos. Por isso, a entidade já fala em impactos na abertura de novas rotas, na oferta de serviços e restrições à conectividade do país.
A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express. Com isso, o impacto não seria apenas para a aviação civil e poderia, inclusive, ter consequências no transporte de cargas.
O Ministério da Fazenda já analisa algumas sugestões que foram encaminhadas pela pasta de Portos e Aeroportos. O objetivo é preservar a competitividade das empresas, evitar repasses excessivos aos clientes e manter ativa a conectividade do país.
Entre as possibilidades analisadas estão uma redução na cobrança de PIS/Confins, IOF e de Imposto de Renda sobre operações das companhias aéreas.