Alimentos e remédios puxam inflação para 0,67% em abril

Acumulado dos últimos 12 chegam a 4,39%, mas mercado já projeta aumento até o fim do ano

Com alta de 13,66%, leite longa vida foi o alimento que mais impactou a inflação de abril. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
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Victor Gomes

O preço dos alimentos e dos medicamentos foram os principais vilões do bolso do brasileiro e pressionaram a inflação oficial de abril, que fechou em 0,67%. Nos últimos 12 meses, o acumulado já chega a 4,39%, o que estaria dentro da meta do governo, que permite 1,5 ponto percentual além dos 3%. 

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

Análise do Itaú, por exemplo, destaca a expectativa para IPCA em 5,2% ao final de 2026. 

Nesta edição, a gasolina foi o item que mais pressionou a inflação de abril. Veja a lista:

- Gasolina: 1,86% (0,10 p.p.)
- Leite longa vida: 13,66% (0,09 p.p.)
- Produtos farmacêuticos: 1,77% (0,06 p.p.)
- Higiene pessoal: 1,57% (0,06 p.p.)
- Gás de botijão: 3,74% (0,05 p.p.)
- Carnes: 1,59% (0,04 p.p.)
- Energia elétrica residencial: 0,72% (0,03 p.p.)
- Cenoura: 26,63% (0,02 p.p.)
- Cebola: 11,76% (0,02 p.p.)
- Tomate: 6,13% (0,02 p.p.)

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.